quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vida Caiçara

Praticamente nasci em Paraty Mirim. Freqüento aquela prainha desde os três meses de idade e não há lugar no mundo onde me sinta melhor. Tô ficando chata de tanto repetir isso, eu sei.


A Rio-Santos, porém, torna as coisas cada vez mais difíceis. Se, antigamente, fazia com meu pai os 245km em pouco menos de 3h, hoje com quebra-mola, radar, favelões à beira da pista e engarrafamentos infinitos, conseguir fazer abaixo de 5h é uma vitória.

Ainda assim temos conseguido cumprir a meta de estar por lá pelo menos uma vez por mês. O que nos deixa cada vez mais perto da rotina caiçara. Com chuva, com sol, sozinhos, acompanhados por amigos, em final de semana ou feriadões. Nunca é igual estar em Paraty Mirim. Mesmo que, felizmente, Paraty não mude. (o tempo lá anda em círculos, costuma dizer um amigo meu).

Noutro dia pegamos o caiaque e tiramos mais um item da nossa “to do list”: fomos até a ponte do Rio dos Meros, na Rio-Santos, e descemos por cerca de 2km até o fundo da Baía da Cotia, costeando por mais 5km até chegar na praia de Paraty Mirim. Era um dia especial. Por coincidência que só a assiduidade permite, era o final de semana de celebração de NS das Dores, a padroeira da capela na praia. A mais antiga igrejinha de Paraty Mirim estava toda enfeitada. A comunidade envolvida em tudo: na decoração, no cachorro-quente, na venda de cerveja e na missa com participação do coral da comunidade vizinha.

Pena que Paraty Mirim seja tão abandonada pelo poder público. E não falo “só” da estrada esburacada à mercê da enchente do Rio  (quando vc vai uma vez por mês é folclórico, quando vc mora lá e precisa estudar, ir ao médico ou trabalhar e o ônibus não vem, são outros 500). Nesse que é o final de semana mais importante para os 700 habitantes de Paraty Mirim, não havia luz há três dias. Acabou o gelo, estragaram-se os peixes, a cerveja encalhou. A missa na capela foi sem luz. Não teve o baile. Tudo pq caiu um galho na fiação ao lado da estrada e ninguém se deu ao trabalho de reparar desde quinta-feira.

Numa outra ida voltamos a pôr o caiaque na água pra mais dois roles que sempre quisemos fazer: dar a volta remando na Ilha do Algodão (passando entre a ponta e a ilhota dos Meros, com mar batido e diversão garantida) com direito a pitstop para caipirinha no Restaurante do Hiltinho; e sair cedinho para percorrer os 15km que separam, pela água, Paraty-Mirim e Paraty. Sempre em mar abrigado e com várias praias onde é possível parar, já considero esse um passeio obrigatório.

Volta na Ilha do Algodão e hidratação no Restaurante do Hiltinho!
De Paraty Mirim a Paraty pelo mar. Lindo o caminho, linda a chegada.
Foi no domingo desse final de semana que Pedro recebe um chamado ainda durante o café da manhã: “Vai ter jogo amistoso contra Paraty no campão e o Rinaldo quer que vc jogue”. O campo de grama no fim da estrada junto à praia é um dos orgulhos locais. Tem até refletor. É a casa do Paraty Mirim FC, com uniforme e patrocínio, representante local no Campeonato Rural.


Os banquinhos de madeira do outro lado da estrada servem de arquibancada. Naquele domingo quase meio dia, havia meninas paquerando e a velha guarda “cornetando” o jogo. Com um copão de caipirinha (cachaça do Seu Raimundo!), fiquei de olho no Pedro. Dois tempos de 40 minutos e o corre-corre do “amistoso à vera” prometiam um estrago! Já estava 3 a 0 para o time da casa quando o velho Joãozinho, um dos mais antigos caiçaras de Paraty Mirim, grita da torcida: “Vcs pegaram essa estrada pra vir até aqui e não fazer nem o gol de honra! Assim não dá!”.

Apesar da estrada (ou por causa dela), Paraty Mirim preserva as coisas boas da vida. 

Remar:
Rio dos Meros – Paraty Mirim: Nível leve. Atenção à maré para não ter de empurrar o barco no mangue, e também aos mosquitos. No percurso até Paraty Mirim, são muitas as praias para parar e descansar.

Volta à Ilha do Algodão: Nível moderado-forte. Além de relativamente longa e com pouco local para desembarque (face norte), a passagem pelo canal da ilhota dos Meros pode estar bem mexido devido ao vento.

Paraty Mirim – Paraty: Nível moderado. Se escolher corretamente o momento de partir (sem vento, por exemplo), é um lindo passeio turístico. Apesar de longo, o percurso oferece muitos locais para descanso, lazer e alimentação. Cuidado com o grande fluxo de barcos a motor!

Festejar:
N S Das Dores – Padroeira de Paraty Mirim

Comer/Beber:


Saideira só pra vcs: um close na cachacinha do alambique do Seu Raimundo!!!


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Alemão faz amigos

Estou mais do que atrasada, eu sei. O 7 a 1 está quase fazendo aniversário. Um jogo que fez todo mundo repensar passado, presente e futuro do futebol canarinho.

Eu estava no Mineirão. Mais do que pensar nas coisas da bola, saí de lá refletindo sobre algo que convivi bastante na minha infância: os alemães.

Estudei a vida toda em colégio alemão e era lá que eu estava naquele 3 de outubro de 1989, quando o Muro caiu. Nas paredes das salas de aula, alguns pôsteres do instituto Ghoete afirmavam: “Alemão faz amigos”. Mas aquela geração (netos da Guerra, nascidos dos filhos da Guerra) ainda estava envergonhada com a história de 45 anos antes. A gente via isso a todo tempo. Sequer usávamos uniforme, por exemplo.

Pois quando vi todas aquelas pessoas de camisa branca se dirigindo justamente à entrada da arquibancada que estava assinalada no meu ingresso pensei: “bem, acho que teremos companhia da torcida adversária”.

E não eram dois ou três gatos pingados perdidos. Sabe aquela mancha branca atrás do gol da direita (não o que sofremos os cinco gols do primeiro tempo, o outro, o que a Alemanha fez só dois no segundo tempo)? Pois então, os dois pontinhos amarelos ali no meio éramos Pedro e eu.

Logo que chegamos vimos um rapaz no nosso lugar. Sem camisa, tatuagem na cabeça, piercing no mamilo e cerveja na mão. Preferimos não incomodar, já que havia dois assentos livres logo ao lado. Se chegassem os donos, compraríamos juntos a briga.

Já na hora dos Hinos os ânimos ferveram. Nosso “amigo” careca e mais dois torcedores de Hamburgo, bandeira em punho, cerraram os pulsos e cantavam firmes olhando para nós. Pedro retrucou com o “Gigante pela própria natureza” a plenos pulmões.

No 1 a 0 já comecei a olhar opções para trocar de lugar. Achava que a tensão ia ser até o último segundo, com empate, bola na trave, catimba. 2 a 0 e realmente estava decidida a não ver o segundo tempo dali.  Mas veio o terceiro, o quarto, o quinto. A comemoração ao redor já não era como nos primeiros gols. Nem eles acreditavam no que estavam vendo. “Gegen Deutschland kann man mal verlieren / So was hat man lange nicht gesehen / So schön, so schön”.

A essa altura eu já abria o baú da Frau Hackstein, minha ex-professora de alemão, e entendia que eles estavam extasiados. “Pode-se perder para a Alemanha, mas algo assim há muito não se vê, tão bonito, tão bonito!.

Atônitos, deliberávamos se deveríamos sair mais cedo ou continuar. Assim como 99% do Mineirão, continuamos para o segundo tempo. Antes de acabarem os 15 minutos, chegam dois alemães e estendem um copo de cerveja. Olho muda. E ele diz: “Bebam. É pra vcs. Isso é só um jogo de futebol, não é pra ninguém ficar triste. Estamos aqui porque gostamos de futebol. Vivemos no mesmo mundo, só nascemos em países diferentes”.

E a conversa segue quase como um pedido de desculpas coletivo. “Esses dois aí da frente (os exaltados do Hamburg SV) não representam mais o povo alemão. A gente mudou”. “Tem gente desse tipo (o careca) em todo o mundo, desculpem por ele”. E, em seguida, agradecem: “Estamos muito felizes por estar no Brasil e termos sido recebidos como fomos pelos brasileiros”.

Há quem diga que dançar com Pataxó e vestir a camisa do Flamengo foi puro marketing. Eu acho que foi uma manifestação sincera do nascimento de um novo jeito alemão de viver.


Dona Irene: em paz à mesa

Desde sempre tenho vontade de subir a serra para conhecer o que chamam de melhor restaurante russo do Brasil. Não que existam muitos, imagino eu.

Noutro dia (na verdade, noooooutro dia... pq foi ainda em 2014. Sim, estou atrasilda como nunca com a vida blogueira) estive, enfim, no Dona Irene. Iniciado na causa, subiu a serra falando da vodka caseira Nazdarovia e abrindo meu apetite para os pratos principais (o meu o Varenique e o dele o Frango à Kiev) encomendados com antecedência, como manda o figurino.

Em tempos de conflito entre Ucrânia e Rússia, sentar nas tranquilas mesas da casa onde funciona, há anos, o Dona Irene, em Teresópolis, mostra que paz se faz além das fronteiras. Sem querer parecer simplista.

Dona Irene é, no melhor sentido possível,  um restaurante à moda antiga. Não reinventa a roda e mostra que comer bem é uma experiência que depende de vários sentidos, inclusive da emoção.


Uma prova é o pout-pourri de mini entradas frias (arenque marinado maravilhoso), que muitas vezes chegam a lembrar salgadinhos de festa de aniversário dos anos 80. Negócio de confort food, sabe?


A borsht, tradicional sopa de beterraba, também veio gostosa, com um massa bem frita e sequinha ao lado. Depois chegaram as entradas quentes, com frango frito, soufle, beringela gratinada... e, enfim, as estrelas: o Varenique sensacional e o Frango à Kiev sem igual.


Embora só duas mesas ocupadas no salão do segundo andar onde estávamos (o primeiro lotado), a mocinha que nos servia tinha a medida certa entre estar atenta e nos deixar à vontade. A refeição caminhou sem atropelos – no nosso ritmo e não no da cozinha – com o papo fluindo regado pela geladíssima Nazdorvia.


Passamos a tarde toda lá, comentando como é bom vc se sentir em paz à mesa.

Comer: Dona Irene

Mendoza em família


Claro que é impressionante conhecer a imensidão dos vinhedos da Norton, de onde saem 30 milhões de garrafas por ano, e sua forma elegante e profissional de receber  os visitantes. A casa que foi do inglês Norton hoje pertence aos austríacos da Swarovski, a mesma dinastia que faz reluzir os cristais mais cobiçados do mundo.

Norton - Boas vindas com estilo
Ainda assim as vinícolas em Mendoza são, necessariamente, uma coisa familiar. Com famílias mais ou menos ricas, mais ou menos conhecidas, maiores ou menores. A Norton foi a única gigante no nosso intenso roteiro de três dias e centenas de taças de vinho em agosto de 2014 (sim, estou atrasadinha com o blogue...). A começar pelo local onde nos hospedamos (Lujan de Cuyo Bed & Breakfast, um achado no melhor ponto para se percorrer as vinícolas da região, comandado pela encantadora família de Ignácio e seus pais), entramos na casa e na alma de pequenos produtores familiares que oferecerem uma percepção sincera da cultura e, pq não, terroir local.

Começamos a viagem pela bodega Bonfanti. Estela, a matriarca, foi quem abriu a porta logo nos convidando para subir. Do espaço envidraçado avistamos os vinhedos ainda pelados de inverno, salpicados por oliveiras. “Onde há vinhedo antigo sempre tem um pé de oliva”, explicou ela, falando do negócio com o marido e os filhos, agrônomos e enólogos, e das cerca de 50 mil garrafas que saem dali todos os anos. “Na época da colheita contatamos mais umas 20 pessoas para nos ajudar”, acrescenta.

Provamos o Malbec, o espumante e seguimos para a Norton para, então, chegar à Dolium.

A pequena casa ainda cheirava à comida recém servida quando Ricardo abriu um sorriso largo para nos receber. Orientou prontamente suas enólogas, que desciam para a área dos barris. “Tirem mais uma taça por favor. Temos visita”.

Logo Laura nos entregou um vinho Malbec Grand Reserva 2012, que estavam testando para ver se poderiam engarrafar alguns exemplares. “Precisamos de dinheiro para avançar com a produção desse ano”. O lindo vinho já nos sinalizou o que estava por vir.

Enquanto ouvíamos que a Dolium foi, até 2005, produtora dos cobiçados vinhos da Cobos (como por exemplo o Bramare, se vc não junta o nome à pessoa), iniciamos a degustação. Dos mais jovens aos envelhecidos em barrica de carvalho, com direito a degustação horizontal (um Syrah e um Malbec do mesmo ano e mesmo vinhedo, dois Malbecs do mesmo ano e vinhedos distintos...) e vertical (Malbecs de mesma qualidade das safras de 2008 a 2012). Uma aula prática da arte de fazer, beber e compartilhar vinhos.


A essa altura, já tínhamos fome. Foi quando Ricardo nos ofereceu almoço, totalmente fora do script. A massa com queijo e manteiga de sálvia colhida no jardim estava simplesmente perfeita.

Dolium
Irresistível passar pela (cafoníssima) pirâmide  sede dos clássicos da família Catena. Mesmo sem reserva, chegamos a tempo de participar de uma bem feita degustação com a simpática Cecília, com direito a tango à capela no final, e um grupo de animados brasileiros.

Catena Zapata - Irresistível
A noite nos reservava mais uma  surpresa especial: o jantar com a Família Antonietti. Andreas, Norma e Betiana nos esperavam no portão de casa, numa ruazinha de terra em San Martin, a 40min pela autostrada a partir de Lujan de Cuyjo. O pai, enólogo aposentado, a filha formada em turismo. A casa, uma propriedade rural que pertence à família há algumas gerações, foi reformada e conta com um tonéis e cava que, a partir da próxima colheita, farão os vinhos que levam o rótulo Família Antonietti (por sinal, lindamente desenhados por uma artista de Mendoza).

Conhecemos cada cômodo da casa, como amigos que são recebidos de braços abertos pela primeira vez. Enquanto provávamos as adoráveis bruschettas caseiras com o xodó da Família, um gostoso espumante, íamos conversando sobre vinhos e vida. Estávamos à vontade e, lá pelas tantas, fomos à mesa. A entrada foi uma torta de espinafre com salada fresquíssima; depois um ensopado de carne com batata, que ficou marinando de véspera sob os cuidados de Andreas. Acompanhamos com um Bonarda, outra aposta de uva assinatura Argentina, para fazer frente ao onipresente Malbec. E, claro, encerramos com flan com dulce de leche, feito com ovos da granja da casa.

Mendoza não é só vinho. O sábado começou com uma deslumbrante viagem ao Parque Aconcágua. Em cerca de 180km, cruzamos diversas vezes o gigante Rio Mendoza, seco de dar dó. Vimos a Ponte Inca e os pitorescos vilarejos encravados na montanha. Teve neve, teve arco-íris, teve frio, teve trekking para tentar avistar o cume das Américas. E teve sanduíche de milaneza em Uspallata, pq ninguém é de ferro!





 Com a alma repleta com a experiência diante do Aconcágua, fomos ao restaurante 1884 do badalado Francis Malman. A casa foi uma antiga bodega, reformada após incêndio e que ainda produz algumas carragas. Provamos um Malbec 2007 estupendo, melhor da viagem talvez. Acompanhado de burrata e rúcula de entrada (pra mim), seguido de cordeiro com batatas, rúcula e mostarda (espetacular!). Não me lembro o que o Pedro pediu, mas estava muito bom também.

Mas ainda tínhamos fígado para o último compromisso vinícola da viagem: a Viña Cobos, mais esperada de todas por nós. Provar os diferentes Bramare e conhecer a história da família foi o final perfeito para essa imersão na alma de Mendoza, antes de seguir por estradinhas internas até a pitoresca Chacras de Cória para o almoço de despedida.



E #ficadica: para vôos da Argentina ao Brasil, pode-se levar até 12 litros de bebida alcoólica respeitando-se o limite de peso despachado de cada companhia. E detalhe: é permitido carregar duas garrafas na bagagem de mão.

Comer:

Bodegas:

Dormir:

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Para entender Fluminense x Itália

Na fila do banheiro num postinho de gasolina na estrada que liga Volta Redonda à Rodovia Presidente Dutra, dois homens conversam. “O placar nesse jogo foi o que menos importou. Quantas vezes na vida eu vou poder assistir com meu filho a um Fluminense e Itália? Quantas?”.

Nunca achei que o Fluminense fosse ganhar. Esse jogo, desculpem os puristas, foi sob medida para o time visitante vencer. E por isso mesmo subi a serra com meu pai e um grupo de tricolores. Éramos 15, variando de um ano e meio a 75 anos. Três gerações vestindo as mesmas cores.


As placas no entorno do Estádio da Cidadania, num italiano gentil, davam as boas vindas a torcedores e atletas da Azzurra e mostravam o quanto a cidade estava feliz e orgulhosa de, a seu modo, fazer parte da Copa. Lá dentro, 17 mil pessoas – famílias unidas – entoavam juntas a tarantella acrescida de um sonoro “Nense” ao final. Uma festa linda.

Bola rolando.

 “Ôoooo... Diguinho é melhor que o Pirlooooo!”, cantava a bem humorada torcida a cada vez que o camisa 8 do Flu tocava na bola. Na tal fila do banheiro, um garoto comparava ao fim da partida: “O Pirlo joga bola que nem no (videogame) FIFA, saca? Parace que o jogo não é nem com ele. Joga muito!”.

Se há um clube capaz de receber um convidado com tamanha fidalguia, esse é o Fluminense. E me poupem, por favor, as piadinhas quanto ao placar “elástico”. O “funiculi, funiculá” seguia ecoando, vez ou outra, na acanhada arquibancada como que a embalar os lances do jogo. Quando Pirlo e Balotelli, enfim, entraram em campo, os tricolores aplaudiram com vontade. Vibraram, claro, com seus três gols marcados sobre a seleção tetracampeã do mundo; queriam que o “gordinho” tivesse deixado o dele tb, assim como Conca. Mas pouco se importaram com os cinco gols sofridos num jogo de comadre (com marcação frouxa e, por conseqüência, quase sem faltas). Isso nada tem a ver com se apequenar, pelo contrário. O que valia ali era a festa. O fair play. Daí tantos aplausos ao final.

Eu, meu pai e os outros milhares de tricolores estávamos ali para ver a Azurra. Para dar risada. Para curtir o clima de Copa. Sim, amigos, #vaitercopa. E esse jogo já foi um dos “legados”.

E um aviso vindo da arquibancada para os italianos que deixavam o campo: "O Fred vai te pegaaaaar!".