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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Paris 2014


Numa dessas coincidências da vida, estava em Paris esse ano justamente no final de semana da Maratona. A Maratona dos meus sonhos. Já no sábado, véspera da prova, a sensação que eu tinha era de que todas as pessoas na rua iam participar da corrida. Menos eu. Um vaivém de gente de sacolas de lona e tênis coloridos que me deixou com friozinho na mão como se eu fosse largar junto.

No domingo acordei ao som de um “Allez, Allez” ao fundo. Botei a cara pra fora da janela e vi ali na esquina da Rue de Rivoli uma multidão ritmada. Era uma manhã deliciosa de outono e desci pra rua aplaudir a turma. Resultado? Meu domingo foi de caça aos corredores pelas margens do Sena e Champs Elisées.

Olhando aquilo entendi pq o querido Olivier Cozan sempre disse que era a prova mais bacana do mundo. Voltei pra casa determinada.

Pois anotem no caderninho: o número de peito 44743 tem dono em 2014.

Vou correr a Maratona de Paris abaixo de 4h. E depois me aposento.


Ou não.

Correr: Maratona de Paris 2014 - inscrições pelo site.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Maratonista abaixo de zero

Autofoto antes de botar o nariz do lado de fora, onde a temperatura
era coisa de 5 graus
Para queimar as calorias colecionadas em uma semana em Paris graças ao guia Michelin na cabeceira, não pensei duas vezes. Tênis no pé e Garmin no pulso. Ou melhor, pensei duas vezes, sim. Do lado de fora, um ar que entrava congelando o pulmão. Temperatura média: 5 graus. Já prevendo que teria de correr na geladeira, me preparei para a missão, ainda no Rio: botei na mala calças legging, meias quentinhas, camisa de manga comprida, casaco, luva e faixa para esquentar as orelhas.

Bem empacotadinha, dei deliciosas corridas em Paris. Aliás, correr durante as viagens é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. Uma forma bacana de conhecer de apreciar e conhecer as cidades, sem deixar as férias ou o trabalho acabarem com a sua rotina de exercícios.

A primeira corrida foi a mais gostosa. Foram 50min ida-volta do hotel até a Notre Dame, sempre à beira do Sena, passando pelo Jardin des Plantes, Istitut du Monde Arabe, Ile St Louis. Poucas pessoas se aventuravam como eu, mas foi um alívio (e uma alegria) ver que eu não estava sozinha ao longo do caminho.

Noutro dia dei uma volta de 30min por Bercy mesmo. Bercy é um bairro pouco turístico nas proximidades da Gare de Lyon. Era finalzinho de tarde e o vento estava mais gelado do que nunca. Ao chegar no ginásio onde fui encontrar a seleção brasileira de judô (motivo do meu trabalho lá), ouvi os seguranças comentando entre si: "Nossa, hoje não é lá um grande dia para correr!". Merci beaucoup.

Por fim, antes de embarcar na segunda de Carnaval, vesti as várias camadas de roupa para 40min pelo Parc de Bercy. Foram quatro voltas em piso misto (paralelepípedo, asfalto, terra, escadarias...). Era pouco antes de meio dia e vi outros quatro ou cinco corredores tão bem vestidos quanto eu.

Foi quando me dei conta que a Maratona de Paris é daqui a três meses. Sempre resmunguei calada o sofrimento que é treinar para uma maratona na orla escaldante do Rio de Janeiro. Cruel, muito cruel. Antes mesmo de embarcar, semana passada, tinha encarado 12km num sabadão de sol que me fizeram jurar nunca mais repetir a dose (claro, isso durou até hoje, quando corri 30min sob uma 'lua' de uma da tarde). A Maratona do Rio é em julho e, quem quer se dar bem, passa verão e outono na pista. Suando em bicas.

E os parisienese, coitados? Para enfrentar 42,195m em abril, o inverno é todo correndo. E, convenhamos, não dá para treinar para uma maratona em cima de uma esteira o tempo todo. Deve ser doído também. Mas é a aquela coisa... fortalece a mente!

A solução? Coragem, motivação, roupas adequadas, protetores labiais. Vale para sol ou para neve. Tal lá, qual cá.

Aí fico pensando nos meus amigos Bernardo Fonseca e Clayton Conservani, que saíram da Antártica para o Saara.

Acho que vou ficando por aqui mesmo...

domingo, 16 de outubro de 2011

A guerra do corpo com a mente - sobre a Maratona de Amsterdam

Ao deixar o tatame depois de conquistar a medalha de bronze no Mundial de Judô em Paris, em agosto, Leandro Guilheiro disse aos jornalistas (eu entre eles):

"Tive um dia difícil aqui em Paris, que é um lugar onde gosto muito de lutar. Não sei o que aconteceu. Dei cabeçada, arranhei o rosto, o peito, os dedos... Mas mostrei força mental e coração. Mesmo quando o judô me abandona, é bom saber que ainda tem o resto".

Essa foi mais ou menos a história da minha Maratona de Amsterdam. Preparem-se, pois esse post não vai ter o final feliz que eu queria contar.

Foram 24h de luta entre corpo e mente. Na noite da véspera da prova, a cabeça não descansava por nada, pedindo ao corpo, por favor, para não decepcionar na corrida. Eu tinha certeza que era possível atingir a meta de correr os 42,195km em menos de quatro horas. Bastava o corpo não vacilar.

Ana Paula Alfano, uma das melhores corredoras-jornalistas de que se tem notícia, comentou o post anterior com muita propriedade: "Sabemos que os treinos são mais difíceis do que a Maratona. A diferença está na cabeça".

E foi ela, a cuca, a responsável pela prova-pesadelo desse domingo em Amsterdam.

Fiz o dever de casa todo: roupa separada no dia anterior, muita água no corpo, café da manhã levinho, aquele pipi providencial antes da largada, vaselina nas áreas de atrito do corpo (não tive nenhuma assadura pela primeira vez, uhu!)... Tudo lindo numa manhã fria (estava coisa de 5-8 graus na largada) com sol prometendo o clima ideal para correr.

Larguei bem - até mais forte do que deveria ter largado. Mas me sentia totalmente segura e dona da prova. Bolei rapidamente a estratégia: ia diminuir o pace depois dos 10km (passei com 55min), levar em banho maria até o 30 e ver se conseguia tirar algum coelho da cartola até a linha de chegada. Aí era só partir para a Heinecken gelada.

Mas pifei. Na altura do km 12 (sim, cedinho na prova) a cabeça queria estar longe daquela rua cheia de gente. O corpo assumiu o controle: "Vamos até o final, sua louca. Nem inventa de desistir".

Sei lá o que houve. O ponto de hidratação tarde demais (foi só no 12)? O engarrafamento para pegar água? O ritmo forçado no começo? Os treinos em exesso? Os treinos de menos?

Acontece que não estava feliz ali. Não curti a paisagem. Não tirei foto (sou fanfarrona, tiro foto quando corro). Não sorri para os holandeses que entoavam "Brasil lara lara lara larááá" ao verem minha camisa. Queria botar o pé na frente de toda moça de cor de rosa ou criatura destrambelhada que me ultrapassava - e foram muitas das duas espécies. Me arrastei por 30 intermináveis e doloridos quilômetros. Foi a pior prova de qualquer coisa que já fiz na minha vida. E não digo só por causa do tempo de 4h21 (o mesmo da minha primeira Maratona, no Rio, ano passado), mas pelo conjunto da obra. Se eu tivesse corrido Rio e Atenas juntas não teria terminado com esse gosto de cabo de guarda-chuva na boca.

"Quem faz muita Maratona é assim mesmo, Manu. Tem as melhores e tem as piores", falou com sabedoria outro craque da imprensa-corredora, Zé Lucio Cardim, testemunha ocular da história na Holanda.

Um dia sei que vou olhar com carinho para a medalha e lembrar da coragem que precisei para resistir por 30km a uma sensação horrível emocional e fisicamente. Vou curtir ter completado minha terceira Maratona. Vou ter orgulho de, apesar de todos os problemas de saúde que enfrentei e enfrento esse ano, ainda sou forte para chegar onde meu corpo me levar. Queira a cabeça ou não.

Como diz Raul (afinal, Amsterdam é a capital dos doidões, né?):

"Veja! / Não diga que a canção está perdida / Tenha fé em Deus, tenha fé na vida / Tente outra vez!
Tente! / Levante sua mão sedenta e recomece a andar / Não pense que a cabeça aguenta se vc parar!"



PS: Sabia que essa história de ficar no último andar do hotel, sem elevador, ia custar caro. Como é que vou DESCER 70 degraus com mala amanhã, raios? Nossa Senhora dos Maratonistas, por favor me ajude!

sábado, 15 de outubro de 2011

"The journey is the destination"


Ando numa tensão pré maratona tão grande que nem eu me aguento. Cruzes. Maratonista é bicho muito chato: assusto com qualquer dorzinha na perna, na garganta ou nas costas; não aluguei bike em Amsterdam pq não quero correr o risco de cair; já maldisse a dona do hotel que me botou no quarto andar com escadas super íngremes (70 degraus - eu contei) e faz três dias que pareço um bichinho - só como, durmo e bebo água (tá, e água que passarinho não bebe também). Tudo em respeito ao mítico número 42 (e eu acho que essa história de americano dizer que Maratona tem 26 milhas muito melhor psicologicamente, não acham?).

Amsterdam, amanhã, vai ser minha terceira Maratona. As duas outras foram em 2010: nas praias do Rio de Janeiro em 4h21 e nas ladeiras de Atenas em 4h08. 

Nunca treinei tanto para uma Maratona. A ponto de achar até que vou ficar cansada no meio dos 42,195km. Fiz os melhores tempos em treinos, completei duas Meias Maratonas abaixo de 2h nos últimos dois meses e encasquetei com a meta de concluir a Maratona de Amsterdam em menos de 4h. Os dias estão lindos aqui. Sol, temperatura em torno de 15 graus, largada às 9:30, percurso plano... Tudo perfeito. E com direito a comentário de um amigo meu que entende do riscado: "Atenas em 4h08 é prerrogativa pra sub 4h em Amsterdam!!!". Assim mesmo, com três pontos de exclamação. Virou obrigação.

Resultado: Coloquei uma pressão descomunal nas minhas costas. De-tes-to não cumprir as metas que estabeleço pra mim. E agora?

Tô dormindo mal, tô com medo de atrasar pra largada por causa do metrô, tô pensando em cada cm do percurso (tudo bem que eu sempre vejo o mesmo número no Garmin quando fecho os olhos: 3h57, espero que seja um sinal), e tô suando frio. Aí lembro da pneumonia que me nocauteou de março a maio, das minhas viagens, dos vinhos, do trabalho, dos meus treinos minimalistas e tento me acalmar: "P*&%$, Manoela, vc não é super mulher. Relaxa. Vai curtir a prova".

Até que hoje de tarde, caminhando depois do almoço pelos canais ensolarados da cidade, lembrei de uma frase de um adesivo da revista Go Outside que dizia: "The journey is the destination". Caiu como uma luva. O que importa é cada passo até a linha de chegada e não chegar em si. Vou lembrar disso amanhã se Deus quiser. Mas que eu quero baixar de 4h, eu quero.

Correr: Maratona de Amsterdam - largada no Estádio Olímpico às 9:30 (5:30 de Brasília). Meu número é o 4569. Quem quiser pode baixar aplicativo do iPhone aqui para acompanhar. O site oficial da prova está anunciando transmissão de vídeo ao vivo, é só clicar aqui. Dêem algum jeito, mas torçam por mim!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Run, Forrest, Run!

Sei lá pq deu vontade de contar pra vcs as dez corridas que mais gostaria de fazer ainda nessa encarnação - e pretendo curtir algumas delas antes dos 40 anos. Na ordem:



1. Maratona do Médoc
2. Cruce de los Andes
3. Midnight Sun Marathon - Tromso
4. Maratona de Paris
5. Maratona de NY
6. Maratona do Polo Norte
7. Maratona de Londres
8. Maratona Nice-Cannes
9. Maratona da Muralha da China (apesar de ser na China!)
10. MARATONA DO RIO PRA SEMPRE!

Correr: Marathon du Médoc (10 de setembro de 2011), Cruce de los Andes (fevereiro de 2012), Maratona do Polo Norte (TBC), Maratona de Paris (15 de abril de 2012, Maratona de NY  (6 de novembro de 2011), Midnight Sun Marathon (30 de junho de 2012), Maratona de Londres (22 de abril de 2012), Maratona Nice-Cannes (20 de novembro de 2011), Maratona da Muralha da China (19 de maio de 2012), Maratona do Rio (8 de julho de 2012).

sábado, 6 de agosto de 2011

Terapia? Não, Maratona

Quando completei a minha primeira Meia, em 2005, estava exausta. Tinha "treinado" só duas semanas, nunca tinha corrido mais do que 10km e sofri como jamais imaginei ser possível. Bati a Daniela Cicarelli por dois minutos (yeah!) e, com três unhas roxas (que caíram depois, obviamente), tinha total certeza de que dobrar a distância seria impossível nessa encarnação.

Corri outra meia. E outra. E uma corrida de aventura. E outra, e outra, e outra. Comecei a viajar muito a trabalho. O peso subiu, a possibilidade de manter uma rotina de exercício diminuiu e gastei um tempo pensando como poderia resolver essa equação. "Ora", conversei com meus botões, "Vou correr a Maratona do Rio. Posso levar meu tênis para onde for e terei um motivo e tanto para anular a preguiça de sair pra treinar".

Passando os 40km na Maratona do Rio 2010
Dito e feito. Ano passado, quem diria, completei a Maratona do Rio. Treinei daquele meu jeito "minimalista", coloquei o pace infinito e cheguei em 4h21min sem sofrimento algum nove minutos abaixo do objetivo que tracei na minha cabeça (e não contei a ninguém, pq sempre vem alguém com o papo "que completar a primeira Maratona já é uma vitória, ainda mais para alguém que trabalha e viaja tanto como vc"). Bem, eu tinha acabado de avisar ao meu corpo que ele era capaz de suportar os 42km.

No dia seguinte da Maratona do Rio me inscrevi na Maratona de Atenas. Afinal, em 2010, a lenda da Maratona completava 2500 anos (escrevi um post aqui no blogue, confere aqui se quiser). Treinei um pouco mais. Mas só um pouco. Queria, evidente, melhorar o tempo. Mas sabia que não era uma tarefa simples, já que o percurso grego tem nada menos do que 20km de subida, entre o quilômetro 12 e o 32, olha que legal! Cumpri a missão em 4:08, correndo sempre abaixo dos 6min/km. Fiquei surpresa, satisfeita e motivada para, então, tomar vergonha na cara e começar a treinar de verdade pra quebrar a barreira das quatro horas.

Aí veio aquela maldita pneumonia em março e, logo que curei, resolvi estabelecer uma meta distante para voltar a treinar e recuperar a forma. Ouvi do Zimbrão, que é quem tenta botar ordem nas minhas planilhas (valeu, Zimbra!): "Se inscreve para a Maratona de Amsterdam. É em outubro".

Estou, nesse momento, correndo em direção à linha de chegada da Maratona de Amsterdam. Amanhã é dia de correr aqueles 21k básicos.

Quando olho pra frente, até um outubro nem tão distante assim, e vejo quantos e quantos quilômetros ainda vou encarar, quantos milhares de passos vou dar, o quanto vou conversar comigo mesma, em silêncio, nessas intermináveis horas de passadas, vejo o quanto gosto dessa maluquice chamada Maratona. Superar limites, negociar com a preguiça, conhecer seu corpo, conhecer a sua mente, liberar endorfina, ficar consigo mesmo por horas a fio... Só assim me sinto pronta para encarar o trabalho e o corre-corre da vida. Terapia pra que?

Correr: Maratona do Rio 2012 (24/6), Maratona de Atenas 2011 (13/11), Maratona de Amsterdam 2011 (16/10).

PS: Como nunca escrevi no blogue sobre minha primeira Maratona, divido com vcs esses links que contam um pouco da história dos 42.195m iniciais da minha vida: esse foi do Iuri Totti no Pulso, esse saiu na Webrun e esse eu que escrevi.



sábado, 16 de julho de 2011

Gente que nem a gente

Noutro dia eu estava lendo a biografia do Steven Redgrave, o maior remador olímpico de todos os tempos (cinco ouros em cinco Olimpíadas, em três barcos diferentes, remando nos dois bordos). Ri sozinha quando percebi que as sensações e aflições de um super herói podem ser as mesmas de um ser humano, cada um com suas devidas proporções. Ele também odiava fazer remoergômetro, travou "tico e teco" quando passou do bombordo pro boreste, matou lá seus treininhos...

Fica aí a dica pra vcs...
Em ritmo frenético de trabalho com a Maratona do Rio essa semana, conheci o craque Marílson Gomes dos Santos, um dos maiores maratonistas que o Brasil já teve. Dono da incrível marca de 2h06 nos 42km, bicampeão da Maratona de Nova Iorque. E sabe-se lá mais o que ele vai aprontar...

Entre uma entrevista e outra, bati um papo com Marílson, digamos, "de maratonista para maratonista". E sabe o que?

Ele também fica num "bode" profundo depois de correr uma Maratona. Passa dias sem querer calçar o tênis de novo...

Ele também adora uma Coca-Cola...

Ele, assim como eu, detesta correr com música...

Ele, assim como eu, adora treinar no frio...

Ele, como qualquer mortal, chega quebrado no fim dos 42km - "impossível não sofrer".

Fico pensando sobre o sacrifício de um ser humano para fazer 42km em pouco mais de duas horas. E ele, acredite, pensa o mesmo:

"Os corredores amadores são a minha inspiração. Enquanto estou sofrendo nas minhas duas horas, fico pensando nas pessoas que correm em três, quatro, cinco horas. Jamais suportaria tanto assim!".

No fundo, somos todos iguais.


Correr: Maratona do Rio, neste domingo (17/7). Largada às 7:30 na Praia do Pontal. Chegada no Aterro do Flamengo, passando por 10 praias da orla carioca.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Alô povão agora é sério!

Agora que tenho dois pulmões de novo, vamos ao que interessa:


Até lá, alguns compromissos na agenda para ver se o corpo entra em forma e o metabolismo dá conta de queimar tudo o que comi nesses dias de ócio.

9/7 - Travessia do Araguaia (Maratona de Canoagem)
24/7 - 10k Corrida das Estações adidas
7/8 - Golden Four Asics São Paulo (Meia Maratona)
11/9 - Meia Maratona de Buenos Aires
16/10 - Maratona de Amsterdam

Portanto... declaro oficialmente aberta a temporada de treinos para a Maratona de Amsterdam 2011!

Remar: Travessia do Araguaia - a prova de canoagem mais antiga do Brasil (ver post aqui no blogue). Dias 9 e 10 de julho, em Aruanã/GO. Inscrições abertas aqui.

Correr: Clique no nome da prova para fazer inscrições e saber mais sobre elas. Corrida das Estações adidas Inverno/RJ, Golden Four Asics SP, Meia Maratona de Buenos Aires e Maratona de Amsterdam.

Comer: Muito carboidrato pra dar conta do recado... 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Maratona de Atenas e o estrelado Spondi

Ando tão fraquinha esses dias (abatida por uma bactéria que gostou do meu pulmão durante a viagem a Guadalajara, no fim de março) que noutro dia fiquei com lágrima nos olhos só de ver umas fotos da Maratona de Atenas 2010 e lembrar a última vez que me senti realmente forte recentemente.

No dia seguinte dos meus primeiros 42,195m, no Rio de Janeiro, em julho, me inscrevi para a Maratona de Atenas, marcada para 31 de outubro. Não só isso: peguei minhas milhas da Air France e emiti de cara a passagem. Simples assim. A Maratona de Atenas, ano passado, comemorou 2500 anos da lenda da Maratona - a história do mensageiro que correu da cidade de Maratonas até Atenas para anunciar a vitória na batalha com os persas. Imperdível.


Escrevi e reescrevi muito sobre toda essa experiência incrível. Não apenas o tempo em si (4:08, bem decente para quem não chegou a treinar um mês e levando em conta os imponentes 20km de subida do percurso, entre o km 12 e o 32...), mas tudo o que levou aquela gente para aquele local tão místico, para correr no berço da prova mais imponente do atletismo e chegar dentro do estádio de mármore Panathinaikos. O Globo publicou no sábado um texto meu, que está aqui. Depois da prova, o bogue Pulso, do Globo, trouxe um pouco do que eu vivi nesse link. E, por fim, o portal Webrun tb quis ouvir o que eu tinha a dizer (aqui) sobre essa corrida tão especial. Enfim, não vou me arriscar a tentar recontar a história que estão tão bem narradas nesses três textos (curtam!).

O que não contei jamais foi o que fiz ANTES da Maratona. Reservei uma "table for one" para o Spondi, o único restaurante estrelado pelo Guia Michelin na Grécia. Não sou atleta, tenho direito às minhas tacinhas de vinho e delícias gastronômicas mesmo antes de uma Maratona. Certo?

O Spondi fica num casarão antigo em um bairro tradicional de Atenas. Elegantíssimo. Não tive dúvidas de pedir o Discovery Menu, harmonizado com vinhos gregos (podia escolher entre gregos e franceses, mas optei por descobrir o terroir local. E não me arrependi). O atendimento não preciso nem dizer que me deixou à vontade, por mais difícil que seja ter uma moça sozinha no salão.

Foi um desfile de sete pratos: caranguejo com "geleia" de ervas, mousse de couveflor... O vinho: Tetramythos Malagouzia 2009.

Depois veio um tartar sensacional de "seabass" com uma "bola de neve" de caviar e sorvete de ostras que só de escrever já fico com água na boca. O vinho também foi um dos meus favoritos da noite: Chatzidakis de Santorini 2009 (Ah, Santorini...).

Em seguida o primeiro prato de peixe, depois o primeiro de carne. Muito bons, mas menos marcantes. Os queijos foram um capítulo à parte de tão lindos. E duas sobremesas super delicadas (um creme de capim limão com frutas vermelhas... e uma coisa maravilhosa de chocolate...).

Sério, não podia correr mal a Maratona depois disso, né?

Mas nem só de guia Michelin se faz uma deliciosa viagem gastronômica pela Grécia!

Antes da prova, em companhia de dois amigos recém-feitos (Harry e Fernando), almoçamos em Plaka, onde conheci o garçom-maratonista Theodor. Uma mousaka para ninguém botar defeito, com saladinha grega e... aquela Mythos. Deixando claro que cerveja tem tudo o que o corredor precisa: água, carboidratos e analgésico (alcool). Ou seja, consciência totalmente limpa!

Essa Mythos foi depois, mas teve a de antes tb...
Saladinha grega na véspera da prova!
Depois da prova fizemos questão de voltar à mesa do Theodor, já com um grupo maior. Saldinha grega e Pastitso (um macarrãozinho grego notal mil!).


Theodor, o garçon maratonista!
No mais, desculpem a ausência. Pneumonia é uma droga. Cof cof cof cof

Comer: Spondi (Atenas) e Plaka (qualquer barzinho da praça... honestos).

Beber: Na Grécia como os gregos, só produtos locais: vinhos gregos e uma Mythos beeem gelada.

Correr: Maratona de Atenas, saindo da cidade de Maratona e chegando no estádio Panathinaikos 42,195m depois. Inigualável. Molezinha, olha só.